sábado, outubro 30, 2010

Reunião de Câmara: 15 de Outubro de 2010

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Declaração de Voto: 5ª Alteração ao Orçamento da Despesa

 

A Revisão Orçamental proposta visa fazer face, quase exclusivamente, à necessidade de reforço das rubricas relacionadas com Pessoal, presumivelmente para dar cabimento ao concurso para contratos de pessoal a tempo indeterminado que se segue na agenda.
O reforço proposta totaliza cerca de 100 mil euros a contabilizar até ao final do ano o que, a três meses do final de 2010, se nos afigura como uma despesa certa de mais de 400 mil euros para o próximo ano.
Esta despesa aliada ao corte por força do Despacho 15191/2010, de 7 de Outubro, significa uma diminuição de aproximadamente 1 milhão de euros para o ano de 2011. Na nossa opinião revelam-se montantes incomportáveis para a débil situação financeira da Câmara, não só para fazer face a salários e pagamentos de dívidas, quanto mais para algum investimento que tão necessário é no Concelho.

 

contas

sexta-feira, outubro 29, 2010

Artigo de Opinião: (Des)Credibilização da Política

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Faz sensivelmente um ano que terminava um período gordo em actos eleitorais e em que muito se falou em proximidade, ou na falta dela, entre a classe política e a sociedade em geral. Muito se discutiu sobre o desinteresse com que as pessoas vêem qualquer processo eleitoral, ao absterem-se de participar e não valorizando a importância do voto como forma de tomada de decisão e como instrumento de conservação da vitalidade da democracia. Os politólogos, comentadores e analistas muito discutiram sobre as razões deste desencantamento, surgindo a descredibilização da actividade política e seus agentes como denominador comum à opinião de todos.

Durante qualquer processo eleitoral, e por vezes mesmo até fora dele, é habitual assistirmos a todo o tipo de promessas e garantias por parte dos políticos. É-nos, muitas vezes, oferecido um panorama paradisíaco, de facilidades e prosperidade. Um país digno de sonhos… Mas, como acontece com a maioria dos sonhos, depois caímos na realidade. Rapidamente a prosperidade se transforma em recessão, as facilidades em dificuldades e o paraíso num inferno. Assim aconteceu em Portugal durante o último ano.

Ainda há poucos meses nos convenciam de que a crise havia terminado e que nos esperava um período de expansão económica e de convergência com o resto da Europa. Mas rapidamente, como por magia, tudo mudou. Afinal, e num espaço de apenas um ano, foi necessário implementar três planos de estabilidade e crescimento (PEC), cada um mais restritivo e penalizador que o anterior. Em poucos meses, e contrariamente ao anunciado em campanha, assistimos ao anúncio de dois aumentos do IVA, das taxas de IRS, acompanhados por cortes em subsídios, abonos e outras subvenções sociais. Sacrifícios como, há várias décadas, não havia memória.
Mas poderá a realidade portuguesa ter mudado assim tanto e tão rapidamente? É verdade que hoje, como nunca no passado, os dias vivem-se com uma intensidade e velocidade desmesuradas. Mas tamanha alteração da conjuntura portuguesa não poderia realizar-se de forma tão drástica e em tão pouco tempo. Por certo, desde há muito era, ou devia ser, do conhecimento dos dirigentes políticos a debilidade das contas públicas portuguesas e os riscos em que incorríamos. Mas por que será que a política tende a ter uma relação difícil com a verdade?
A desilusão e a desconfiança resultantes de promessas não cumpridas e de verdades maquilhadas em nada contribuem para a credibilização da classe política, sendo um factor determinante para a alienação dos cidadãos na gestão da coisa pública, não favorecendo o sentimento de proximidade, confiança e lealdade que deveria caracterizar a relação entre os eleitores e os seus eleitos.

É chegada a hora de que, uma vez por todas, os políticos consigam falar simples e claro aos eleitores. Só assim se poderá inverter esta tendência de afastamento entre as pessoas e aqueles que escolhem para seus representantes. Já chega de pedir sacrifícios aos cidadãos sem justificar cabalmente como foi possível chegarmos a este ponto. Os nossos governantes têm que tornar claro se todo o esforço que tem vindo a ser feito tem consequências práticas e é feito por uma razão e com um objectivo.

Esta sim seria a melhor forma de homenagearmos a República em Portugal – e seus fundadores – que este ano comemora o seu centenário.

Pedro Barroso Magalhães
Analista Financeiro e Vereador na Câmara de Murça

in A Voz de Trás-os-Montes em 28 de Outubro de 2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Assembleia da Secção do PSD de Murça (Plenário de Militantes)

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A participação e o empenho na defesa dos princípios defendidos pelo PSD são os melhores contributos que todos podem dar na defesa do melhor para o Concelho de MURÇA e para a Democracia.


ORDEM DE TRABALHOS:
Ponto um – Informações e Actividades;
Ponto dois – Análise da situação Político-Partidária local e nacional.

Mensagem do Presidente da Comissão Política do PSD de Murça

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Atravessamos tempos difíceis: debilidade financeira preocupante da Câmara de Murça, elevada taxa de desemprego pelo concelho, comércio tradicional completamente estrangulado, falta de apoio à dinamização do tecido empresarial local, nomeadamente à Agricultura,... Os problemas estão identificados! As dificuldades podem ser agravadas pela conjuntura económica, social e política nacional, mas a origem de muitos dos problemas é interna e tem que ser combatida por nós no Concelho de Murça.

O PSD de Murça, conhecedor da sua responsabilidade, tem vindo a desenvolver uma oposição responsável, construtiva e participativa. Denunciando todos os actos que julgarmos lesivos para o Município e para os Munícipes. Mas também apresentando propostas nos Órgãos onde estamos representados, para assim contribuirmos para o desenvolvimento do concelho e dando voz a todos os que se revêem num Projecto diferente para o Concelho de Murça.

Nas Freguesias em que somos maioria, temos procurado desenvolver um trabalho de proximidade com as pessoas, no intuito de resolver os seus problemas mais prementes. Só assim sabemos estar na política e nos Órgãos, estabelecendo uma relação voluntária de confiança e lealdade, adoptando políticas de verdade, qualidade e potenciadoras de desenvolvimento.
Urge inverter este sentimento de alheamento das pessoas por tudo que diga respeito à gestão da coisa pública. É chegada a hora, de uma vez por todas, que os políticos consigam falar simples e claro às pessoas.

Pedro Barroso Magalhães
Vereador na C. M. de Murça
Presidente da Comissão Política do PSD de Murça